Casa dos Combatentes
Uma casa compartimentada que volta a ser habitada como um só elemento.
Porto, Portugal · 2014–2016
Simplificar o modo de habitar.

Uma casa que acusava a passagem do tempo
A intervenção numa habitação geminada, numa zona de tecido urbano perfeitamente consolidado da cidade do Porto, teve como objectivo a simplificação do modo de habitar. O imóvel reflectia o estilo de vida da década de 60, com interiores bastante compartimentados e zonas estanques, que pressupunham uma utilização estratificada da casa.

A entrada e o corredor, simplificados
No rés-do-chão ficam as funções de cariz mais público, a sala de estar, a sala de jantar, a copa e a cozinha, e a caixa de escadas que articula os pisos acima e abaixo. Os espaços foram praticamente mantidos e actualizados, com excepção da entrada e do corredor de distribuição, onde se simplificou a compartimentação e se criou um pequeno volume para uma instalação de serviço que não existia neste piso.

Um espaço central banhado pela luz
O piso superior foi totalmente actualizado e redesenhado em torno do espaço de distribuição existente, que pelas suas características entendemos preservar e valorizar. À sua volta arrumam-se quatro quartos, um deles em suite, e uma casa de banho de apoio, em torno deste espaço central banhado por uma luz natural intensa.
O programa que completa a casa
Abaixo do piso social localiza-se uma pequena zona de serviços, com lavandaria e arrumos, e ainda alguns espaços habitáveis, um pequeno escritório, uma sala polivalente e um quarto, que completam o programa funcional da casa.

Uma identidade cromática para cada espaço
A intervenção introduz cor nos espaços e dá a cada um uma identidade cromática diferente, anulando a monotonia que tornava os ambientes existentes bastante escuros. A casa passa a ser atravessada pela luz, que invade todos os espaços e reflecte as suas diferentes tonalidades.


O arquétipo de casa, fundido com o chão
No logradouro propusemos um pequeno anexo para arrumos, que assume a forma do arquétipo de casa e se funde com o material do pavimento, numa ideia de continuidade. O pequeno jardim recebe uma piscina com uma plataforma de apoio deslizante, que a tapa quando não está em uso e amplia o espaço do logradouro, dando-lhe maior polivalência.
A luz que atravessa a casa, da rua ao logradouro.
Créditos
Arquitetos responsáveis
- Henrique Marques
- Rui DInis
Arquitetos
- Mónica Pacheco
- Marco Santos
- Marta Silva
- Tiago Maciel
Direção financeira
- Carla Duarte
Engineering
- Adelino Correia, Engenharia
Photography
- FG+SG®