Casa JS
Uma casa silenciosa, horizontal e essencial, desenhada para viver o lugar e não para competir com ele.
Viana do Castelo, Portugal · 2025
Mais do que um objeto construído, a casa é entendida como uma extensão do próprio território.
Entre a duna e o jardim
A sua geometria horizontal acompanha a escala aberta da paisagem, pousando sobre o terreno com a naturalidade de um plano que se estende entre a duna e o jardim. A casa procura não se sobrepor ao lugar, mas pertencer-lhe.
Um pátio que traz o céu ao piso -1
No piso -1, parcialmente enterrado, encontram-se a garagem, a sala de jogos e o ginásio. Um pátio introduz luz e ventilação natural nestes espaços, transformando o que poderia ser um nível interior num lugar habitável e luminoso.
Em torno de um pátio central
Ao longo do piso 1, desde o ponto de entrada, desenvolvem-se os principais espaços da habitação, sociais e privados. Organizam-se em torno de um pátio central, numa relação permanente com o jardim e com a paisagem envolvente.
Uma asa pousada sobre a paisagem
Uma grande laje de cobertura em betão aparente prolonga-se em consola sobre os alçados envidraçados, desenhando sombra, abrigo e uma zona de transição entre a casa e o exterior. Entre a sombra da laje e a transparência do vidro, o limite entre dentro e fora torna-se difuso.
A marca da cofragem
O betão aparente reguado assume-se como matéria dominante, deixando visível na sua superfície o ritmo e a textura dos painéis de cofragem. A marca do processo construtivo transforma-se em expressão arquitetónica.

O jardim prolonga-se pelo interior
Ao longo das fachadas, grandes planos de vidro do pavimento ao teto permitem que a luz atravesse os espaços e que o jardim se prolongue visualmente pelo interior. A madeira introduz calor e escala humana.
Entre a sombra e a luz, entre a solidez do betão e a leveza do vidro.
Créditos
Arquitetos responsáveis
- Henrique Marques
- Rui Dinis
Arquitetos
- Tiago Maciel
- André Maia
Direção financeira
- Carla Duarte