Interface Intermodal de Lousada
Presente na vila, sem nunca a perturbar.
Lousada, Portugal · 2018–2023
Forma que segue a função.
Um habitante silencioso
A norte de Lousada, junto ao Conservatório de Música e ao Centro de Interpretação do Românico, cresce um novo polo cultural. É aqui que o interface se instala, perto do centro sem o invadir, para reorganizar a chegada dos autocarros sem os trazer para o coração da vila.

Um só ponto no solo
Apesar da dimensão, a estrutura toca o solo num único ponto. Tudo o resto fica livre, física e visualmente: os percursos a pé que cruzam este novo nó urbano seguem sem interrupção, por baixo de uma cobertura que parece pousada no ar.

O gesto e a luz
A cobertura é o gesto que dá carácter ao lugar. Cerca de um terço da sua área é vidro: a luz atravessa-a e desenha, no tecto, a malha que a sustenta. É por ela que a vila se mantém permeável, mesmo debaixo de tanta sombra.

Reduzido ao essencial
Debaixo da cobertura, um volume compacto guarda o essencial: a sala de espera, os arrumos e a instalação sanitária. Bancos de alumínio, ecrãs com a informação, e pouco mais. A proposta resume-se ao necessário para o interface funcionar.
A permeabilidade urbana e o carácter público do lugar.
Créditos
Arquitetos responsáveis
- Henrique Marques
- Rui Dinis
Arquitetos
- Adriana Pacheco
- Fred Delgado
- Joana Leitão
- João Ortigão
- Marco Santos
- Tiago Maciel
Direção financeira
- Carla Duarte
Photography
- FG+SG®