Casa MF
Fechada à rua, aberta ao jardim. Uma ode à privacidade em betão à vista.
Paredes, Portugal · 2015–2019

Um “L”, lido como um jogo de volumes.

Uma nova leitura do “L”
O único desejo do cliente era uma casa com a forma de um “L”. Em vez de afirmar a letra, dissolvemo-la — uma sucessão de volumes consecutivos, ligeiramente desencontrados, a acompanhar as duas ruas que ladeiam o lote. Um jogo de peças encaixadas, quase lúdico, cada uma com a sua função, altura e profundidade.
Um monólito fechado a norte
Para a rua, a face norte permanece obscura e fechada — betão à vista moldado contra cofragem de madeira, opaco e hermético. Deste lado sobrevivem apenas duas aberturas: uma delas a cinco metros de altura, reservada ao céu.
Um bloco que levita sobre a porta
O acesso principal fica sob um volume em consola que levita sobre a entrada, com uma altura imponente que o mede contra todo o monólito. Depois dos blocos rígidos, um amplo plano de vidro responde ao peso — antigravidade, e depois leveza.

Rasgado ao jardim
A sul, o volume rasga-se. Um longo corte interior conduz a luz de um extremo ao outro da casa e liga-a ao jardim e à piscina — resguardada na rua, generosa por dentro.
Um volume à parte
Uma única lâmina de betão afasta-se das restantes, no jardim junto à piscina. Está colocada para bloquear a vista da casa vizinha — a proteger a água e o jardim, uma privacidade que serve as duas casas ao mesmo tempo.
Uma ode à privacidade
Um jogo de hierarquias, ousado e texturado, para uma família de quatro. Cada volume trabalha para proteger quem aqui vive, mantendo uma relação serena com tudo o que o rodeia.
Um jogo de peças, quase lúdico.
Créditos
Arquitetos responsáveis
- Henrique Marques
- Rui Dinis
Arquitetos
- Marco Santos
- Marta Silva
- Tiago Maciel
Direção financeira
- Carla Duarte
Engineering
- Born Consulting
Photography
- FG+SG®