Ordem 15
Uma peça monolítica e discreta, trabalhada por subtração.
Lousada, Portugal · 2025A qualidade das habitações nasce daquilo que é retirado.
Um corpo único, escavado
Em vez de se construir pela adição de volumes, o edifício é trabalhado por subtração. Escava-se para fazer entrar a luz, enquadrar a paisagem e criar espaços.
Cada frente responde de forma distinta
Cada frente responde de forma distinta à exposição solar, à proximidade da envolvente e à relação com a paisagem. A sul e a poente, o volume abre-se à luz e às vistas sobre o vale.
O tom da terra e a madeira dos vazios
O plano exterior da fachada assume um tom terra claro, que unifica o volume e o aproxima do lugar. No interior das varandas, a madeira marca a passagem da superfície exterior para a profundidade dos vazios.
Os espaços de permanência voltam-se para o vale
A norte concentram-se os acessos comuns, as circulações verticais e as áreas de apoio. Os espaços habitáveis orientam-se para sul e poente, voltando-se para as varandas, para as áreas ajardinadas e para o vale.

A posição precisa de cada vão
A relação entre o interior e o exterior não resulta de uma abertura indiscriminada do edifício, mas da posição precisa de cada vão. A luz natural entra de forma controlada e acompanha os espaços ao longo do dia.
Recuar para dentro do volume
Em vez de se projetarem para além do volume, as varandas recuam para o seu interior. Cada fração conquista, deste modo, um espaço exterior próprio que prolonga o interior.
A vegetação como resguardo
No piso térreo, a proximidade da rua exige uma proteção complementar. A vegetação funciona como elemento de enquadramento e resguardo visual.
A luz natural acompanha os espaços ao longo do dia.
Créditos
Arquitetos responsáveis
- Henrique Marques
- Rui Dinis
Arquitetos
- Catarina Soares
Direção financeira
- Carla Duarte