Quinta das Águas
Habitar um território marcado pela permanência.
Famalicão, Portugal · 2020–2025
Três gestos, uma só casa.

Um território de permanência
Construída no século XIX e enraizada na história da família, a Quinta das Águas chegou aos nossos dias como um conjunto disperso de edifícios e jardins. O projecto começa por lhes devolver uma leitura comum — coerência, uso e continuidade — sem apagar o que o tempo ali deixou.

A casa, aberta à paisagem
No núcleo doméstico mantém-se a volumetria, a geometria e a linguagem das fachadas. Trabalha-se o interior e a sua abertura ao vale: os vãos do piso térreo levam a cozinha e as salas até ao jardim, à vinha e aos espelhos de água. Ao centro, uma escada em espiral sob clarabóia de zinco liga os três pisos.

Um corpo de granito
A antiga garagem mantém-se como corpo autónomo, na sua leitura unitária em granito. Recuperam-se os materiais e as texturas, e clarifica-se o programa: garagem, arrumos e um pequeno espaço de hóspedes. O gesto é mínimo — só o preciso para garantir conforto e uma presença silenciosa no conjunto.


Um lugar suspenso
O Pavilhão de Verão é a nota contemporânea que completa a casa. Entre a vegetação e os espelhos de água, uma cobertura de betão — aparentemente pesada — pousa sobre volumes de apoio e um elemento vertical tangente. Uma grelha de vidro traz o céu para dentro e dissolve a fronteira entre interior e exterior. Um lugar para o tempo lento do verão.
Entre a arquitectura, a memória e a paisagem.
Créditos
Arquitetos responsáveis
- Henrique Marques
- Rui Dinis
Arquitetos
- Adriana Pacheco
- Filipe Torre
- Fred Delgado
- Inês Pinto
- Joana Leitão
- João Ortigão
- Marco Santos
- Tiago Maciel
Direção financeira
- Carla Duarte
Photography
- Hélder Oliveira
Recognition
Awards
- Prémio Januário Godinho