Casa de Sambade
Um volume em betão à vista moldado pela paisagem rural, desenhado para se instalar no terreno e envelhecer com ele.
Penafiel, Portugal · 2011–2014
Moldada pelo terreno
O local é definido por uma sequência de socalcos, árvores centenárias e muros de pedra existentes. Esta paisagem torna-se o ponto de partida para um volume retangular puro, cuidadosamente posicionado para preservar o carácter sereno do ambiente rural, ao mesmo tempo que se abre para a paisagem verde.
Tornar-se mais um socalco
A pureza volumétrica procurada para a casa permite-lhe tornar-se parte da topografia existente. Assente diretamente no solo, o volume em betão à vista lê-se como mais um socalco dentro da composição equilibrada do terreno.

Abrir-se para a paisagem
O piso principal reúne os quartos e os espaços de estar. Uma grande abertura talhada na longa parede de betão virada a norte marca a entrada, enquanto o lado oposto abre o interior para a paisagem envolvente, deixando-a tornar-se parte da vida quotidiana.
Prolongar o terreno existente
O piso inferior acolhe as funções secundárias da casa e funciona como uma interpretação contemporânea dos muros rurais já presentes no local. A sua fachada de betão esconde esses espaços, reforçando o protagonismo e a pureza do volume acima.

Desenhada para envelhecer com o tempo
A materialidade segue a mesma intenção de pertença. Em vez de introduzir acabamentos delicados ou reflectores, a casa assenta em materiais em bruto que envelhecem naturalmente, permitindo que a arquitetura se torne, aos poucos, parte integrante da sua envolvente rural.
Enraizada na paisagem
Créditos
Client
- Private
Arquitetos responsáveis
- Henrique Marques
- Rui Dinis
Arquitetos
- Sérgio Rocha
- Rui Rodrigues
- Rui Miguel
- Vasco Giesta
- Pedro Silva
Direção financeira
- Carla Duarte
Photography
- FG+SG®
Recognition
Awards
- Architizer: A+Awards 2015 Winner
- Archdaily: Building of the Year 2015 Winners